Greve da Caixa acabou: o que muda para quem está financiando um imóvel?

Por Bárbhara Lopes | Redação e Conteúdo | Escritório Resolve


A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro, chegou ao fim após julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na terça-feira, 29 de setembro, o Tribunal determinou o retorno às atividades, e o atendimento presencial foi restabelecido no dia seguinte.


Para quem está no meio de uma compra financiada, a notícia é boa, mas não significa que tudo volta ao normal de imediato.


O que o TST decidiu


A greve começou em 10 de setembro, após o fim do acordo coletivo da categoria, em 31 de agosto. Sem acordo entre banco e trabalhadores, a Caixa levou o caso ao TST. No julgamento, o tribunal declarou o fim da paralisação, considerou que a greve não foi abusiva e definiu as regras de trabalho por meio de sentença normativa. Também foi informado que os dias parados poderão ser compensados.


Para o mercado imobiliário, o dado confirmado é que o atendimento presencial foi restabelecido a partir de 30 de setembro. Isso, porém, não permite concluir que todas as propostas, análises e contratos que ficaram pendentes durante a paralisação tenham sido normalizados imediatamente.


Por que o financiamento ainda pode demorar


Durante a greve, a Caixa informou a manutenção de canais digitais e outros meios de atendimento, mas houve relatos de impacto no andamento de operações imobiliárias. Com o retorno presencial, quem possui financiamento em andamento deve verificar diretamente a situação de sua proposta.


Até o momento desta revisão, não foi localizado prazo oficial da Caixa para concluir eventuais operações que tenham ficado pendentes durante a paralisação. Por isso, não é possível afirmar em quanto tempo cada financiamento será concluído.


O que conferir agora


Se você está comprando ou vendendo um imóvel financiado pela Caixa, vale tomar quatro cuidados:


  1. Confirme a etapa atual do processo com o correspondente ou a agência, e peça o número do protocolo.
  2. Revise a validade dos documentos. Certidões, matrícula atualizada e guias de impostos têm prazo de validade. Se venceram durante a greve, podem precisar ser reemitidas antes da assinatura.
  3. Leia o prazo do contrato de compra e venda. Muitos contratos fixam data para a conclusão do financiamento. Se o atraso decorre da Caixa, comunique a outra parte por escrito e guarde os comprovantes. As consequências de um atraso dependem do que o contrato prevê e das circunstâncias de cada caso.
  4. Vendedor: acompanhe a etapa de liberação dos recursos. Confirme com a Caixa ou com o correspondente quais providências ainda dependem do banco e quais já foram concluídas.


E em Juazeiro?


Em Juazeiro, há um exemplo concreto de etapa que depende da Caixa. A Prefeitura informou em 30 de setembro que 46 contemplados do Residencial Santo Expedito I, do Minha Casa Minha Vida, já realizaram a vistoria das unidades e aguardam a assinatura dos contratos com a Caixa para a continuidade da entrega. O Município não informou, nessa publicação, a data exata das assinaturas.


O que ainda não se sabe


  • Se existe um volume relevante de propostas represadas em cada agência ou região.
  • Se haverá alguma medida específica para priorizar operações que ficaram pendentes durante a paralisação.


A Resolve vai acompanhar o tema e atualizar este conteúdo se houver comunicado oficial.


Seu financiamento travou durante a greve? A Resolve ajuda a revisar documentos, certidões e prazos para que sua compra não perca mais tempo.


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Bárbhara Lopes | Redação e Conteúdo | Escritório Resolve

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